Para ser um herói de verdade, seja simplesmente competente
Guaíba, 30 de Junho de 2008.
No mundo das aparências, observamos que as pessoas vivem uma eterna busca por quinze minutos de fama. Se antigamente queriam ser professores, médicos, comissários de bordo, agora o sonho é ser celebridade. Tempos atrás, a fama vinha como conseqüência de uma infinita competência. O doutor Zerbini, por exemplo, era um grande cirurgião e, portanto, se tornou famoso. Garrincha era um atleta excepcional e, por sua habilidade com a bola, se tornou um jogador de futebol mundialmente conhecido.
Agora as pessoas querem ser celebridade sem ter construído nada que justifique o reconhecimento. Resultado: muitas celebridades são vazias, pois ancoram seu sucesso somente na aparência. Mas esse mundo do aparecer e do parecer é também o mundo do perecer.
Nesse mundo de culto à celebridade, mesmo que a pessoa não consiga ser uma, nem sequer por quinze minutos, precisará se parecer com uma. Assim, por exemplo, se o tenista Roger Federer ganha sempre, temos de nos parecer com ele. Como não conseguiremos jogar como ele, passaremos a querer uma raquete igual à do Federer.
Você se sentirá bem se tiver consciência de que não precisa seguir o modelo de sucesso dos outros. Que pode encontrar sua própria maneira de tocar os negócios, de planejar a carreira, de fazer determinado trabalho.