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Notícias Guaíba, 23 de Maio de 2012.
 

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Guaíba, 16 de Abril de 2008.
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Nesta primeira oportunidade em que podemos fazer esse contato através desse espaço, gostaria de explicar aos visitantes do Porta Centro-sul a forma que utilizaremos esta coluna, como sou professor de História no Colégio Cônego Scherer , Curso Objetivo e Grupo para o Vestibular abordarei temas relacionados a história, tendo principalmente como foco o vestibular, sendo assim um instrumento a disposição dos alunos em geral, portanto, o Portal não é só festa!!! Além disso sempre farei algum comentário em relação aos principais acontecimentos na área cultural de nossa cidade e região.

    O texto desta semana versará sobre a I Guerra Mundial, seus antecedentes, desenvolvimento e conseqüências , é importante percebermos que em se tratando dos vestibulares os alunos devem ter uma clareza muito grande a respeito da estrutura que gerou a guerra e sua implicação na estruturação de um novo cenário político, econômico e social na década de 20 e posterior Crise de 1929.

 

Introdução

A Primeira Guerra Mundial foi uma guerra ocorrida devido pretensões imperialistas entre 1914 até 1918, com conflitos principalmente em regiões européias.

Antecedentes

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Nas últimas décadas do século XX, o mundo assistiu à explosão de uma Guerra Civil na Iugoslávia que resultou no desmantelamento desse país e no surgimento da Eslovênia, Croácia e Bósnia-Herzegovina, como nações independentes.
O conflito entre sérvios, croatas e bósnios irrompeu em função das diversas étnicas, religiosas e políticas existentes entre eles.

As pretensões imperialistas ganharam profundos contornos a partir de 1870, pois, nessa época, a Europa Ocidental e também os Estados Unidos expandiram sua política econômica e organizaram poderosos impérios, devido à concentração de capitais procedentes do monopólio e da fusão das empresas. As indústrias pesadas exigiram a união das empresas, a fim de garantirem maiores lucros e bons preços. Por esse motivo, tornou-se acirrada a disputa de mercadoria e de fontes de matérias-primas.

Desde o Congresso de Viena, em 1815, a preocupação dos principais paises europeus passou a ser a busca da estabilidade internacional. Para isso, as nações buscaram o prestígio nacional e o fortalecimento militar, mantendo constante vigilância para impedir o crescimento das forças contrárias e a formação de alianças entre países afins. Esta inquietação ocorria mediante o "equilíbrio de poder".

Durante a metade do século XIX, as nações imperialistas dominaram povos e territórios em diversas partes do mundo. Assim, em poucas décadas, acumularam riquezas e aumentaram muito sua capacidade de produzir mercadorias. Da disputa por mercados consumidores entre essas nações nasceu a rivalidade. E desta, a Primeira Guerra Mundial. Além da disputa por mercados, existiram também outras razões para a eclosão da guerra. Abaixo, as mais importantes:

A rivalidade anglo-alemã: A origem dessa rivalidade entre a Inglaterra e a Alemanha foi a competição industrial e comercial. Em apenas três décadas, a contar de sua unificação, a Alemanha tornou-se uma grande potência industrial. Os produtos de suas fábricas tornaram-se mundialmente conhecidos, inclusive com enorme aceitação no mercado inglês. Fortalecida, a Alemanha passou a pressionar para que houvesse uma nova repartição do mundo colonial. A Inglaterra, por sua, vez, mostrava disposição em manter suas conquistas a qualquer custo.

A rivalidade franco-alemã: Na França, o antigermanismo também era muito forte, devido à derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana e à perda da Alsácia e da Lorena para a Alemanha.

A rivalidade austro-russa: A Rússia desejava dominar o Império Turco-Otamano, a fim de obter uma saída para o mar Mediterrâneo, e, também, controlar a península Balcânica. Para justificar esse expansionismo, criou o pan-eslavismo movimente político segundo o qual a Rússia tinha o "direito" de defender e proteger as pequenas nações eslavas da península Balcânica.

O nacionalismo da Sérvia: A Sérvia era uma pequena nação eslava independente, situada na região dos Bálcãs, que almejava libertar e unificar os territórios habitados pelos povos eslavos desta região. Opondo-se aos austríacos e aos turcos, a Sérvia aproximou-se cada vez mais da Rússia, que comprometeu-se a apoiá-la e a protegê-la militarmente. Quando, em 1908, a Áustria ocupou a Bósnia-Herzegovina, a Sérvia passou a conspirar abertamente contra a Áustria.

Formação das Alianças - 1ª Guerra Mundial

Ciente de que a França, partiria para a revanche contra o seu país, o chanceler alemão Bismarck decidiu isolá-la. Inicialmente, a Alemanha aliou-se ao Império Austro-Húngaro, com o qual tinha estreitos laços culturais. Posteriormente, cortejou e conseguiu aliar-se à Itália. A França, por sua vez, reagiu ao isolamento em que se encontravam fazendo um acordo militar secreto com a Rússia, país que temia o avanço alemão para o leste. Depois, foi a vez da Inglaterra -- assustada com o crescente poderio alemão -- assinar um acordo com a França e outro com a Rússia.

Assim em 1907, a Europa já se encontrava dividida em dois blocos político-militares: a Tríplice Aliança, com a Alemanha, Itália e Áustria-Hungria, e a Tríplice Entente, com a Inglaterra, França e Rússia.

Enquanto se organizavam em blocos rivais, as principais potências européias lançaram-se numa desenfreada corrida armamentista: adotaram o serviço militar obrigatório, criaram novas armas e passaram a produzir armamento e munição em quantidades cada vez maiores. Era a paz armada.

Faltava um incidente para a guerra começar. O incidente ocorreu num domingo, 28 de julho de 1914, em Sarajevo, capital da Bósnia. Nesse dia, o herdeiro do trono austríaco, Francisco Ferdinando, e suas esposas foram assassinados a tiros por um estuda da Bósnia. Em 28 de julho de 1914, a Áustria declarou guerra a Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial.
Fases da 1ª Guerra Mundial

Primeira Fase: (1914). Esse período caracterizou-se por movimentos rápidos envolvendo grandes exércitos. Certo de que venceria a guerra em pouco tempo, o exército alemão invadiu a Bélgica, e , depois de suplantá-la, penetrou no território francês até as proximidades de Paris. Os franceses contra-atacaram e, na Primeira Batalha do Marne, em setembro de 1914, conseguiram deter o avanço alemão.

Segunda Fase: (1915-1916) Na frente ocidental, essa fase foi marcada pela guerra de trincheiras: os exércitos defendiam suas posições utilizando-se de uma extensa rede de trincheiras que eles próprios cavavam. Enquanto isso, na frente oriental, o exército alemão impunha sucessivas derrotas ao mal-treinado e muito mal-armado exército russo. Apesar disso, entretanto, não teve fôlego para conquistar a Rússia. Em 1915, a Itália, que até então se mantivera neutra, traiu a aliança que fizera com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da Tríplice Entente. Ao mesmo tempo que foi se alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico. Novas armas, como o canhão de tiro rápido, o gás venenoso, o lança-chamas, o avião e o submarino, faziam um número crescente de vítimas.

Terceira fase: (1917-1918). Em 1917, primeiro ano dessa nova fase, ocorreram dois fatos decisivos para o desfecho da guerra: a entrada dos Estados Unidos no conflito e a saída da Rússia. Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Inglaterra e da França. Esse apoio tem uma explicação simples: os americanos tinham feitos grandes investimentos nesses países e queriam assegurar o seu retorno. Outras nações também se envolveram na guerra. Turquia e Bulgária juntaram-se à Tríplice Aliança, enquanto Japão, Portugal, Romênia, Grécia, Brasil, Canadá e Argentina colocaram-se ao lado da Entente. A saída da Rússia da guerra está relacionada
à revolução socialista ocorrida em seu território no final de 1917.

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O novo governo alegou que a guerra era imperialista e que o seu país tinha muitos problemas internos para resolver. A Alemanha, então, jogou sua última cartada, avançando sobre a França antes da chegado dos norte-americanos à Europa. Entretanto, os alemães foram novamente detidos na Segunda Batalha do Marne e forçados a recuar. A partir desse recuo, os países da Entente foram impondo sucessivas derrotas aos seus inimigos. A Alemanha ainda resistia quando foi sacudida por uma rebelião interna, que forçou o imperador Guilherme II a abdicar em 9 de novembro de 1918. Assumindo o poder imediatamente, o novo governo alemão substituiu a Monarquia pela República. Dois dias depois rendeu-se, assinando um documento que declarava a guerra terminada.
Tratado de Versalhes

O tratado de Versalhes estabelecia que a Alemanha era obrigada a:

- restituir a Alsácia e a Lorena à França;
- ceder as minas de carvão do Sarre à França por um prazo de 15 anos;
- ceder suas colônias, submarinos e navios mercantes à Inglaterra, França e Bélgica;
-pagar aos vencedores, a título de indenização, a fabulosa quantia de 33 bilhões de dólares
- reduzir seu poderio bélico, ficando proibida de possuir força aérea, de fabricar armas e de ter um exército superior a 100 mil homens.
Consequências da Primeira Guerra Mundial

Considerando-se humilhados pelo Tratado de Versalhes, os alemães passara a nutrir um ódio sobretudo a França, e os países que o derrotaram. A primeira guerra trouxe outras conseqüências como:

- declínio da Europa, que foi duramente atingida pelo conflito
- ascensão dos Estados Unidos, que a partir de então tornaram-se uma das grandes potências;
- intensificação dos problemas que contribuíram para a implantação do socialismo na Rússia;
- aparecimento de regimes políticos autoritários, como o nazismo e fascismo.

Fonte: www.brasilescola.com

 

 
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Melina Nunes Psicóloga em Guaíba

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