Drops
Guaíba, 16 de Abril de 2008.
Beleza galera?! Neste último fim de semana rolou, em Gramado, a segunda
edição do Coca-cola Vibezone realizado na cidade, no Serra Park.
Atrações como Pitty, CPM 22, Skank, Christopher Lawrence, além da
Electro Vibe, foram alguns dos responsáveis por, digamos, este "Planeta
Atlântida" de inverno. Guaíba esteve muito bem representada, e não digo
apenas o pessoal que foi curtir, a galera da Superguids esteve mandando
muito bem no palco Vibemix. A Superguids, por sinal, vai muito bem,
obrigado.
Enquanto em um lado da cidade a música eletrônica dividia o espaço com
o rock, pop e a música brasileira no geral, nos pavilhões da
expogramado acontecia a Fulltronic. Por lá, o House e o Psy fizeram a
trilha sonora. O trio brasileiro Life Is A Loop e a israelense Dali
foram a atrações principais. Gramado por si só já teria atrações
suficientes pra levar muita gente a subir a serra, sem a necessidade de
vida noturna. Mas o que seria de suas belezas naturais, apreciadas
durante o dia, se suas noites fossem tão "frias" quanto o clima do
inverno? Créditos para os pioneiros Bill Bar e o empresário Julius
Rigotto, que levou a conceituada Ibiza Club para oferecer um serviço de
entretenimento noturno já consagrado nos verões do litoral gaúcho e
catarinense.
Em Guaíba, a movimentação noturna esteve por conta do Classe A e do
Reffinas Pub. Nesta semana, as opções em Guaíba seguem com o Pagode da
Riocell, Reffinas e o Classe A, além da "Festa dos Inclusive", na AABB.
Para setembro, preparem-se para a Rav.e.olution Open Air, que será
realizada na Barra do Ribeiro. Estaremos sorteando ingressos no PCS,
bem como dando maiores detalhes em breve.
História da Música Eletrônica (cont.)
Na última coluna, falávamos sobre como os Dj's ganharam espaço,
principalmente nos anos 70. Isso foi fundamental para o surgimento da
House Music no início dos anos 80. Mas, antes disso, a e-music já havia
despontado com o grupo alemão Kraftwerk desde o início dos 70's,
paralelo à Disco, mas com uma sonoridade experimental e totalmente
industrial. Enquanto na Disco a música era quase toda composta por
músicos e vocalistas, o Kraftwerk inovava ao fazer música de uma forma
nada orgânica. Ao invés de usar instrumentos convencionais, como
bateria, baixo e guitarra, o Kraftwerk usava bateria eletrônica,
samplers e sintetizadores, além de vozes robotizadas. Muitos consideram
o Kraftwerk os pais da e-music, além de terem contribuído com o hip-hop
e o miami bass, que no Brasil é conhecido por "funk carioca". É muito
provável que você já tenha ouvido, pelo menos uma vez, algum desses
refrões: "Boing, boom tschak!", "Music no stop, techno pop". As
seqüências de batidas produzidas por eles foram sampleadas por diversos
produtores durante muito tempo. Eles também inovaram no quesito
apresentação ao vivo, ou Live P.A., como costumamos dizer atualmente.
Seus shows eram compostos por cenários dignos de um filme de ficção
científica, tendo desde telões exibindo imagens psicodélicas e
futurísticas, até robôs e roupas fluorescentes que lembravam os
personagens do filme Tron - Uma odisséia eletrônica, dos anos 80.
Os vovôs da e-music continuam na ativa, e já estiveram por terras
tupiniquins. Isso foi em 1998, quando foram uma das atrações do Free
Jazz Festival. Evento este que já trouxe ao Brasil artistas como
Jamiroquai, George Clinton (lenda viva do Funk original), Sonic Youth,
Belle & Sebastian, Massive Attack entre outros e que, infelizmente,
não existe mais. Mas isso é assunto para outra hora.
Fiquem ligados na agenda e nas promoções do PCS. Até a próxima.
Estamos disponibilizando, também, um Set mixado por mim pra ser ouvido
aqui no site.
Good Vibes! DJ Binho